Como criar galinha caipira

É natural que você pode criar a moderna galinha caipira de várias maneiras possíveis, desde a criação de subsistência para tirar uns ovinhos e carne para a família, e até mesmo a comercial com fins lucrativos. Vamos trabalhar aqui com o sistema semi-confinado padrão Label-Rouge servindo como referência para até mesmo a criação de fundo de quintal.

Se você deseja só criar algumas galinhas para curtir “uma criaçãozinha de fundo de quintal” mais que seja produtiva segue aqui o primeiro conselho: galinhas caipiras com um bom galo de raça (Plymout Rock Barrada , New Hampshire ou Rhodes). As galinhas caipiras se não são boas poedeiras nem dão muita carne, pelo menos têm uma resistência e simplicidade de trato suficientes para suportar os inevitáveis erros de manejo de um criador inexperiente. Do galo de raça, você vai usar toda força produtiva. Juntos, as caipiras e o galo certamente farão o galinheiro funcionar sem dar muito trabalho. O ideal seria inicialmente dez frangas no início de postura com sete meses para um galo já adulto de 1 a 2 anos de idade, para os criadores mais experientes a raça do galo pode ser qualquer uma das três de dupla aptdão puros dando preferência aos altos, com pernas compridas, canelas grossas, peito largo, olhos muito vivos. Quantos as caipiras nunca compre de um mesmo criador diversificando a origem das mesmas para evitar consanguinidades indesejaveis.

Uma outra forma de criação é a profissional que daqui em diante será abordada, e que hoje é conhecida como “avicultura alternativa”, onde o criador inicialmente comprará os pintinhos já sexados, com a finalidade só de engorda e abate ou mesmo fazer seu próprio plantel com incubadoras artificial e etc. e o que eu particularmente aconselho aos criadores que façam o processso de ovo a ovo e que não fiquem atrelados e dependentes de fornecedores, se for comprar a linhagem label-rouge, paraíso pedrês, ou outros caipiras aprovados, tenha galos puros das raças plymouth rock-barrada, new hampshare e o rhodes que se tirará meio-sangue de alta performance, esse negócio de não poder cruzar linhagem puras que se perde em produtividade é pura conversa fiada prá boi dormir, na verdade as grandes empresas querem que o criador fique de certa forma longe de poder fazer seus próprios animais… Eu particularmente discordo por experiência própria pois já criei várias linhagens inclusive a label-rouge e cruzei com galos de dupla aptidão puros ou vice e versa e não deu perda de produtividade nenhuma absolutamente. Eu mesmo produzia minhas matrizes e nunca tive o que me queixar quanto a produtividade. Agora vale ressaltar que o trabalho genético feito é de suma importância e que jamais devemos descredenciá-los como fornecedores. Se você porém optar por criar somente os pintinhos caipiras para engorda e abate, eu aconselho que sejam das linhagens Label-Rouge ou mesmo os caipiras da Fazenda Paraíso aí em São Paulo que fazem um trabalho genético sério. Mas também existem os picaretas que cruzam linhagens puras entre(Label-Rouge) si ou mesmo com galos puros vendendo como legítimos Label-Rouge ou até mesmo novas linhagens. Aí nesse caso meu eu prefiro fazer minha própria ave é muito mais barato… e até de certa forma mais confiável.

Uma das inúmeras diferenças do frango caipira brasileiro para o frango de corte tradicional é que pode ser criado solto, confinado ou mesmo semi-confinado, dependendo do interesse do criador. Partindo deste conceito, o galpão pode ser novo ou mesmo pode-se aproveitar uma antiga instalação da propriedade. Todo local coberto e cercado torna-se um galpão em potencial, dependendo apenas da quantidade que se deseja criar e a que fim se destinará. É necessário apenas adequá-los às exigências básicas para a criação. Como não requer tanta tecnologia de construção quanto o galpão de frango de corte tradicional, é mais fácil construí-lo.

Uma boa recomendação que deve ser seguida na construção do galpão é orientar a sua cunheira no sentido leste/oeste, desta maneira haverá menor incidência de sol no interior do galpão no calor e mais insolação nos períodos de frio durante o ano. O galpão deve estar localizado em um local de fácil acesso. Outro fator importante são as cortinas de proteção contra frio e chuva, essas podem ser feitas até mesmo de sacos plásticos de ração, bambu, sapé, madeira e ráfia, desde que sejam seguros e permitam a passagem de luz solar para o interior do aviário. O manejo das cortinas é muito importante, pois através delas, a umidade e a temperatura interna do galpãosão controladas.

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Nos primeiros 10 a 15 dias de vida recomenda-se que fiquem levantadas, e nas idades críticas, depois que as aves estão empenadas deve-se manter as cortinas abaixadas, levantando-se somente nos horários frios, durante chuvas ou ventos mais fortes. Se o aviário estiver com um forte cheiro de amônia ou abafado, principalmente no período da manhã, deve-se quando possível, abaixá-las, de preferência do lado contrário à corrente de vento. Os piquetes para pastagens dos animais é muito salutar podendo ficar ao lado dos galpões ou não nele não pode faltar sombra e boa água de preferência corrente. A formação dos piquetes tem o papel fundamental nesse estilo de criação, já que a ave tem o hábito e a necessidade de pastar. A ave precisa de espaço para andar e desenvolver sua musculatura.

Pasto é um ponto forte na criação do frango caipira, pois esta ave tem hábito de pastar. Os capins e gramas mais usados para piquetes são mais os mais protéicos, como coast-cross ou tiffiton, quicuio, napier e a grama estrela africana entre outros. O frango caipira, necessita, depois de 30 dias, de dois tipos de comedouros, um para ração comercial e outro para ração alternativa. O processo de alimentação desta ave, nos primeiros dez dias segue o tradicional. Usam-se bandejas ou comedouros tubulares infantis que são gradativamente substituídos por comedouros adultos. Outro fator importante é quanto a qualidade da água essa jamais pode faltar os métodos para distribuição de água e comedouros pode seguir ao tradicional.

Manejo Físico

As recomendações a seguir são muito importantes como: a primeira água a ser consumida pelas aves tenha algum hidratante, que pode ser comercial ou caseiro (300g de açúcar/6 litros de água). Nos primeiros trinta dias, as aves podem ser alojadas em pinteiros ou criadas diretamente nos galpões nos círculos de eucatex com aquecedores ou melhor campânulas ( Gás, resistência elétrica ou lâmpadas infra-vermelho), de acordo com a possibilidade do criador. A partir da terceira semana, recomenda-se que as avessejam liberadas pela manhã para um passeio, visando o desenvolvimento da musculatura, à tarde devem ser recolhidas. Um programa de iluminação acima de 10 lux é necessário para desenvolvimento sexual das aves, maior uniformidade e maior produção. com lâmpadas de 60watts dispostas a 2 metros da entrada do galinheiro, com 4 metros de distância uma das outras e 3 metros de altura. Nas primeiras 8 semanas- Luz natural; De 9a 16 semanas – 12 horas de luz; De 17 a 18 semanas – 14 horas de luz; De 19 a 75 semanas – 17 horas de luz. Essa luz é importante par as matrizeiras e produtoras de ovos. Não esquecendo-se de uma boa suplementação de cálcio na ração. A cama no galpão deve ser feita com maravalha de forma uniforme com uns 8 cm espessura.

Se desejar incubar os ovos a temperatura da incubadeira deve ficar aos 38° C com umidade relativa do ar de 65% e viragem dos ovos pelo menos três vezes ao dia ou no sistema automático de 2 em 2 horas a partir do 1º ao 18º dia de incubação, sendo que o período para incubação é de 21 dias. Observação: Os ovos devem ter toda higienização possível se tiverem sujos devem ser limpos e só podem ser colocados na incubadeira depois de 7 dias e nunca depois do 10° dia (em condição normal de temperatura ambiente) e virado pelo menos uma vez ao dia – esse período dos 7 dias é para formação completa da câmera de ar dentro do ovo que o pintinho utilizará.

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